quinta-feira, 25 de junho de 2015

Conselhos Realmente Úteis



01 - Pessoas que ferram qualquer um, vão mais que provavelmente pisar na sua cabeça pra ferrar qualquer um. Afaste-as da sua vida.

02 - Algumas pessoas acham normal te julgar. Tente não ser como elas, ignore-as.

03 - As coisas mais bonitas do mundo são inúteis.

04 - Não force seus amigos para as suas coisas. Deixe que eles busquem e gostem se quiserem.

05 - Ninguém se importa com as duas semanas que você "viveu" na América, Europa, Ásia etc. Pare de ficar se gabando. 

06 - Filmes pornôs e Disney são responsáveis pelos seres humanos mais frustrados que conheço.

07 - Ser bem sucedido tem significado diferente para cada pessoa. Respeite isso.

08 - As vezes, foda-se é a melhor resposta. 

09 - Está tudo bem em mudar de opinião sobre coisas da sua vida ou pessoas, desde que, você seja coerente.

10 - Não espalhe raiva pela internet, é idiota e todos vão dizer que você faz isso por ser uma encalhada ou por ter o pau pequeno.

11 - Sempre use uma peça íntima bacana, você nunca sabe quando pode tirar a sorte grande ou precisar de um médico.

12 - Não reclame da vida por não ter um carro ou a casa que gostaria, não ter sorte significa outra coisa.

13 - Grandes empresas vão sugar seu sangue e sua alma. Tente evita-las.

14 - É bom ter esperanças e expectativas, mas mantenha-as de forma lógica.

15 - Você não é tão estranho quanto acha que é. Todo mundo se sente diferente dos outros.

16 - Você pode não se livrar dos seus medos, mas pode aprender a conviver com eles.

17 - Boa imaginação é sinal de inteligência.

18 - Não confie em pessoas que não confiam em ninguém.

19 - Culpa é um sentimento inútil.

20 - Você não precisa de permissão de ninguém para fazer o que acha que é melhor para você.

21 - A realidade é superestimada.

22 - Algumas vezes, desistir é a decisão mais corajosa.

23 - Refletir demais pode te levar a conclusões equivocadas.

24 - Ninguém vai conceder seus desejos. O melhor é você mesmo fazer eles acontecerem.

25 - Sua pior suspeita está correta... Todo mundo menos você está transando agora.

26 - Pessoas que sempre falam a verdade, independente quão dolorida for, são babacas. Fim da história.

27 - Ser indiferente mas com educação, é sexy.

28 - Faça como se não houvesse chances de errar.

29 - Ingenuidade pode ser perigosa.

30 - Ninguém fica realmente mantendo o controle de quantas vezes você errou... então relaxa porra!

31 - Quando a maioria dos bares da cidade estiverem mais limpos que sua casa, é hora de fazer uma bela faxina.

32 - Sempre haverá alguém mais bonito(a) que você. Aceite isso e continue vivendo

33 - Pensar muito sobre um problema não vai necessariamente torna-lo mais fácil de resolver.

34 - Aceite o fato que vai errar um pouco tentando fazer algo novo, então vai ser muito mais fácil.

35 - Sempre existe um modo melhor de expressar sua opinião.

36 - Apressar-se nunca é uma boa idéia

37 - "Oi" é a palavra mais poderosa contra solidão

38 - Pessoas que tentam bravamente parecer duronas, muitas vezes são as que mais precisam de afeto e amizade.

39 - Cerque-se de pessoas que te inspiram.

40 - Coisas são somente coisas. Não se apegue a elas.

41 - Se você sempre tenta parecer inteligente, vai acabar parecendo estúpido.

42 - Encontre alguém que consiga rir com você sobre tudo e o resto vai ficar bem.

43 - Devagar é o novo rápido. E incrível também.

44 - Ser normal é provavelmente a coisa mais fraca que alguém pode tentar ser.

45 - Coisas que são difíceis de falar, são normalmente as mais importantes.

46 - Se desafie um pouco todos os dias

47 - Qualidade ganha de quantidade.

48 - Não é uma coincidência que as pessoas mais admiráveis são também as mais modestas. Aprenda isso.

49 - Moda e tendências são bobagens. Não deixa-as te enganar.

50 - Confie nos seus instintos.

51 - Não se leve tão a sério.

52 - Nenhuma marca (de produtos, empresas etc) é sua amiga.

53 - Os problemas da sua família não são os seus.

54 - Esteja aberto a novas coisas.

55 - Não esconda nada e não terá nada a esconder.

56 - Pessoas que só te ligam quando precisam de alguma coisa, não são seus amigos.

57 - Dormir é a coisa mais saudável que se pode fazer sem fazer nada.

58 - Ninguém ouve os barulhentos.

59 - Sempre seja você mesmo, a não ser que seja um idiota arrogante.

60 - Diversão é um conceito relativo.

61 - Seu salário não determina o quanto você é bom como pessoa.

62 - Você não precisa participar da sacanagem de ninguém.

63 - Algumas vezes, ser preguiçoso é bom para você.

64 - Reclamar não resolve nada.

65 - Mulheres tem tanto tesão quanto homens. Elas só escondem a paudurecência melhor.

66 - Você não é especialmente preguiçoso, é apenas mais um mamífero.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

10 dicas para você aumentar sua produtividade no trabalho



Peter Economy, do site da revista "Inc.", listou pontos importantes para quem quer fazer mais tarefas em menos tempo. Confira:

1. Diminua a quantidade de coisas na sua lista
Ter 15 ou 20 itens na sua lista aumenta suas chances de se perder no meio do caminho e cumprir poucas tarefas. Priorize de três a cinco itens principais e foque suas energias neles.

2. Mude o design
Mude o hábito de fazer listas em formatos tradicionais e lineares. Experimente, por exemplo, colocar sua meta mais importante em um círculo central, rodeado por círculos menores, que representem as outras pendências a serem cumpridas.

3 . Diminua o seu tempo
Pronto, sua lista está pronta. Agora, você está pensando em como e quando começar . Desafie-se. Coloque, por exemplo, o horário do meio-dia para terminar todas as suas tarefas.

4. Fuja do “peso morto”
Se a sua empresa está produzindo vários produtos, evite dedicar muito tempo àquilo que não está funcionando ou que não tem potencial para ser o maior sucesso. Coloque sua atenção nos produtos que funcionam. E vendem. O mesmo princípio vale para a vida: não diga sim para tudo. Guarde suas respostas positivas para o que pode melhorar sua carreira.

5. Envolva os outros
Pare de tentar fazer tudo sozinho! Delegue tarefas a seus colaboradores  e coloque responsabilidade nisso. Desta forma, você consegue ter mais tempo para participar de tarefas mais importantes.

6. Acredite em si mesmo
Nós somos humanos e não máquinas. Se você está se sentindo cansado e improdutivo, procure um lugar para caminhar ou troque o lugar onde está sentado. Acredite em si mesmo e acredite no retorno total de sua produtividade após dar a sim mesmo um tempinho de descanso.

7. Inspire-se em ideias dos famosos
Sua produtividade pode decolar se você promover algumas mudanças súbitas e adotar diferentes hábitos. Tente alguma dessas rápidas ideias de figuras ilustres: o escritor Ernest Hemingway era mais produtivo quando escrevia ficando de pé, enquanto Woody Allen encontra sua produtividade e criatividade após tomar vários banhos por dia.

8. Continue aprendendo
Quanto mais experiências você tiver e mais você aprender, melhores serão o seu raciocínio e sua criatividade para buscar a solução de um problema. Continue aprendendo e você vai conseguir mais conhecimento para auxiliá-lo nas metas do dia a dia.

9. Use a “regra dos cinco minutos”
Se você não está conseguindo ser produtivo porque está tendo problemas em se manter focado, desafie-se a trabalhar em algo por cinco minutos. Dê o melhor de si nesse ínterim. Você ficará surpreso com o que você conseguirá fazer em 300 segundos. 

10. Pare com interrupções
Você pode melhorar sua produtividade ficando longe de distrações. Feche o seu e-mail, não cheque as redes sociais e desative as notificações do seu celular. Desconectar-se por um tempo pode ajudar muito na realização de suas tarefas.


Fonte:http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/noticia/2015/01/10-dicas-para-voce-aumentar-sua-produtividade-no-trabalho.html

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Escorpião de Banheiro

Viviam como cão e gato. E eram brigas diárias e tremen­das. Numa das vezes, foi até interessante: — Belchior deu um murro, de mão fechada, na testa de Elvira. A pequena virou por cima das cadeiras. Ergueu-se, ainda vesga da pancada e da que­da. Mas não teve dúvidas maiores: — apanhou o aparelho de rádio e o varejou contra Belchior. Este abaixou-se e o projétil acertou em cheio na cristaleira, com um estrondo inimaginável. A esta altura dos acontecimentos, os vizinhos em massa inva­dem a casa. A própria radiopatrulha encostava na porta. Subju­gados, os cônjuges ainda esperneavam. Belchior dava arrancos frenéticos:
— Te arrebento! Te parto a cara!
E ela, feito uma fúria:
— Palhação! Cretino!
Para os vizinhos, a pancadaria recíproca e cotidiana era mo­tivo de fascinação e, além disso, de náusea. Há cinco anos leva­vam essa vida e ninguém entendia que continuassem juntos. Ponderaram:
— Vocês não combinam. Por que não se separam?
Ambos concordavam:
— É o golpe! É o golpe!
Mas a separação vinha sendo adiada através das semanas, dos meses e dos anos. Dir-se-ia que, apesar das incompatibili­dades, existia entre os dois um vínculo qualquer, misterioso e fatal. Por fim, tanto os parentes de Belchior como os de Elvira já rosnavam:
— Isso é falta de vergonha! De brio! No duro que é!
MARINA
Até que, um dia, Belchior conheceu Marina. Com esse no­me de letra de Dorival Caymmi, era um amor de pequena, miú­da e linda, doce de sentimentos e de modos e, de resto, educa­díssima. Acostumado com Elvira, que era violenta, desbocada e neurastênica, adorou a suavidade de Marina. No segundo ou terceiro encontro, a menina pergunta: — “Você é casado?”. Ele hesita na resposta. Mas toma coragem e diz:
— Olha, meu anjo. Quero ser leal contigo. Não sou casa­do, mas vivo com uma pessoa assim, assim, separada do mari­do. Compreendeu?
— Compreendi.
E ele:
— Aliás, quero te dizer o seguinte: — essa pessoa é uma jararaca, uma lacraia, um escorpião de banheiro. Não gosta de mim, nem eu dela. Antes de te conhecer, eu já estava resolvido a chutá-la. E, agora que te conheço, mais do que nunca, natu­ralmente.
Marina deu-se por satisfeita. No dia seguinte, Elvira sai de­pois do almoço. Quando volta, ao cair da noite, vê escrita, na parede, a lápis, com a letra do marido, a seguinte mensagem: “VAI-TE PARA O DIABO QUE TE CARREGUE. ADEUS!”.
Elvira, que abominava o companheiro, devia achar o fato uma delícia. Em vez disso, porém, rolou no chão, espumando em ataques. Quando os vizinhos entraram de roldão, atraídos pela gritaria, ela apontou a parede: — “Olha o que aquele ca­chorro escreveu!”. Os vizinhos lêem e relêem atônitos. Elvira soluça:
— Mas ele há de voltar! — E repetia com uma certeza faná­tica: — Há de voltar!
FELICIDADE
Consumada a separação, a felicidade de Belchior foi uma dessas coisas convulsas e patéticas. Como primeira medida, ba­teu o telefone para Marina:
— Estou livre! Livre!
Do outro lado da linha, a pequena chorava:
— Deus te abençoe!
De noite, Belchior, ainda delirante, reuniu os amigos no bar. Bebeu toda a noite. Fez, aos berros, as confidências mais comprometedoras. Em dado momento, com o olho injetado e a bo­ca torcida, esbravejava, numa reminiscência de leitura:
— A consciência não existe! A única consciência que eu re­conheço é o medo da polícia! — Alarga o colarinho, afrouxa o laço da gravata e uiva: — Foi o medo da polícia que me impe­diu de matar Elvira!
Voltou para casa carregado e vomitando nos amigos.
O ANJO
Lera na adolescência um romance ordinaríssimo, que se cha­mava Anjo de redenção. E agora, vendo Marina e sua meiguice consoladora, fez sua tentativa literária ao dizer: — “Tu és o meu anjo de redenção!”. Ela baixou os olhos, arrepiada, e disse:
— Eu faço o que posso!
Apresentou a menina aos pais. E, depois, veio sôfrego sa­ber a opinião dos velhos. A mãe beija-o na testa:
— Uma simpatia!
E o pai, grave:
— Dessa gostei!
Mais quinze dias e houve o pedido oficial. Na tarde em que ficaram noivos, Belchior leva a pequena para a varanda; drama­tiza: — “Quando te conheci, estava na seguinte situação: ou ma­tava ou me matava. Tu me salvaste a vida”.
O IDÍLIO
Pareciam feitos um para o outro. De quinze em quinze mi­nutos, Belchior descobria uma nova afinidade com a menina. De resto, coincidiam em tudo, de uma maneira impressionan­te. Gostavam dos mesmos filmes, das mesmas músicas, das mes­mas paisagens e dos mesmos doces. Ele, que fora tão infeliz na sua anterior experiência sentimental, a ponto de quebrar a ca­beça da amante com um rádio de pilha — agora parecia nave­gar num mar ou, por outra, num lago azul. Viviam sem rixas, sem bate-bocas, numa calma talvez parecida com o tédio. Pouco a pouco, porém, sem que Belchior percebesse, uma certa melancolia se insinuou na sua alma. A noiva acabou estranhando:
— Estou te achando meio assim, triste.
— Eu?
— Você. Anda meio esquisito. Que é que há?
Protestou, rubro:
— Esquisito por quê? Pelo contrário. Nunca me senti tão bem. — Pigarreia e exagera: — “Eu sou o sujeito mais feliz do mundo. Tenho você, quer dizer, tenho tudo”.
A OUTRA
E, de fato, Belchior era ou devia ser o sujeito mais feliz do mundo. Amava e era amado, livrara-se de uma mulher histérica e desequilibrada, que lhe arruinava a vida, a alma, o fígado. Pois bem. Apesar disso, ou por isso mesmo, deu para andar depri­mido, insatisfeito. Explicava vagamente: — “Deve ser esgota­mento”. Nas proximidades do casamento, encontrou-se com um velho amigo, o Peçanha. Este o chamou de lado:
— A Elvira anda jurando que você volta! Diz que quer ser mico de circo se você não voltar!
Pulou, malcriadíssimo:
— Ela é besta! Não quero ver essa cara nem pintada! Isola!
Estaria certa? Estaria errada? Ninguém podia saber. Havia, porém, quem julgasse ver, no caso Belchior e Elvira, um desses sombrios mistérios do sexo, sem explicação possível.
NOITE DE NÚPCIAS
Finalmente, há o casamento. Na igreja, quando Marina pas­sou a caminho do altar, houve um deslumbramento. Na sua graça frágil e intensa, era uma imagem realmente inesquecível. Após a cerimônia, voltam os dois para a casa dos pais de Marina, on­de passariam a residir. Às onze horas, despede-se o último con­vidado; os velhos, depois de abençoarem o casal, recolhem-se. Marina, transfigurada, sussurra: “Espera um pouco que eu te cha­mo, Belchior. Espera”. Nesse instante, bate o telefone e Belchior, surpreso e inquieto, vai atender. Era Elvira. Está dizendo:
— Olha! Eu te espero. A chave está debaixo do tapetinho. Vem, agora!
E desligou. Belchior encostou-se à parede, com a vista tur­va e as pernas bambas. Houve, nele, uma brusca e violenta nos­talgia da mulher que era o seu ódio e seu desejo. Naquele justo momento Marina entreabriu a porta e avisou:
— Pode vir, meu bem!
Ele, porém, não pensava mais na noiva. Dir-se-ia um mag­netizado. Sem rumor, desliza pela escada, rente à parede. Meia hora depois, desce de um táxi na porta da antiga residência. In­sinua a mão debaixo do capacho, apanha a chave. Entra. Em pé, no meio da escada, com o quimono rosa em cima da cami­sola, os pés nas sandálias de arminho, Elvira o espera. Não há uma palavra entre os dois. Belchior enlaça a pequena e, com raiva e gana, a beija muitas vezes. Então, Elvira ri, pendendo a cabeça: — “Meu!”.
E foi esse orgulho que a perdeu. As mãos de Belchior des­cem e se fecham sobre o pescoço macio. Aperta até o fim, sem saber que a estrangulava, sem saber que a estava matando. De­pois, abraçado ao cadáver, diz arquejante:
— Não te enterrarei nunca! Ficarás comigo aqui!
E pousa a cabeça sobre o coração que não bate mais.

Nelson Rodrigues