segunda-feira, 25 de agosto de 2014

7 razões pelas quais você não confia no seu chefe

Os líderes são desafiados entre informar os seus empregados de toda a verdade e ocultar certas realidades de forma a não assustar desnecessariamente pessoas ou perder talentos de ponta. Mais e mais os líderes de hoje estão sendo colocados em dilemas morais desconfortáveis, porque eles estão tentando salvar seus próprios empregos enquanto tentam manter a confiança e a lealdade de seus empregados.
Confira sete sinais de alerta que levam os funcionários a parar de confiar nos seus chefes:

1. Falta de coragem

Líderes que não lutam por aquilo em que acreditam são difíceis de respeitar e confiar. Muitos líderes atualmente perdem muito do seu precioso tempo tentando agir como outros líderes da organização, ao invés de tentar estabelecer a sua própria identidade e estilo de liderança. É por isso que menos de 15% dos líderes definiram e vivenciaram a sua marca pessoal.
Talvez os líderes não acreditem que seus funcionários estejam prestando atenção a este comportamento, porém eles estão observando atentamente. Os empregados estão sempre em sintonia com o que seus líderes estão fazendo e como eles se autoadministram. Os funcionários sabem que, se seus líderes não são espertos o suficiente para mover-se para uma posição de maior influência, irá tornar muito mais difícil para eles serem notados e descobertos também. A influência de um líder carrega muito peso quando se trata de como os seus colegas julgam e avaliam o potencial de seus funcionários.
Quando os líderes não têm a coragem de permitir o seu pleno potencial e o dos outros, torna-se um desafio confiar em seu julgamento, autoconfiança, autoconhecimento e capacidades em geral.

2. Motivações escondidas

Líderes que são muito politicamente experientes podem ser vistos como desonestos e inautênticos. Os funcionários querem seguir líderes que se importam menos com a política e mais com alcançar metas e objetivos. Ainda que seja importante ser politicamente esclarecido, os líderes devem ter cuidado para não dar a seus funcionários a impressão de orquestrar agendas escondidas.
Os funcionários querem acreditar que seus líderes estão focados na melhoria da equipe. Se isso requer manobras políticas bem-intencionadas para avançar as metas da equipe, então ótimo. No entanto, se eles se depararem com um líder que tem a única intenção de proteger a si mesmo e a sua própria agenda pessoal, a confiança da equipe será perdida de forma rápida e difícil de recuperar.

3. Egocêntrico

Agendas ocultas tornam difícil acreditar que as intenções de um líder e suas tomadas de decisão não são autocentradas. Quando um líder só está cuidando de si mesmo e não tem qualquer senso de compromisso com o avanço de seus funcionários, desliga-se deles rapidamente.
Grandes líderes são grandes treinadores e estão sempre procurando ajudar seus funcionários a crescer e prosperar. Quando os líderes não têm qualquer desejo real de orientar, treinar e/ou guiar a progressão na carreira de seus funcionários, torna-se cada vez mais difícil para os funcionários confiar neles. Líderes não podem caminhar sozinhos. Contudo, quando os líderes são muito intrometidos, seus funcionários sentem que a lógica é “cada um por si” e/ou não confiam no talento que os circunda.
Além disso, quando os líderes são egocêntricos, seu ego fica no caminho do avanço de outros, corroendo ainda mais a confiança.

4. Questões de reputação

Quando as pessoas começam a falar negativamente a respeito de seu líder, torna-se mais difícil para os outros confiar em suas intenções e visão. Por exemplo, analisemos o que aconteceu com o presidente Barack Obama desde dezembro de 2009, quando seu índice de aprovação era de 69%. De acordo com os Relatórios Rasmussen, quatro anos mais tarde (no último 7 de dezembro), o índice de aprovação de Obama está em 43%. Um declínio de quase 30% tem criado uma enorme perturbação à sua reputação e muitos que o têm seguido e apoiado durante anos agora estão tendo problemas em confiar nele.
Se você realizasse uma pesquisa comparativa do índice de aprovação em seu local de trabalho, como é que os funcionários avaliariam o desempenho de seus líderes?
Todo líder deve estar ciente de que está sendo constantemente avaliado e, assim, nunca pode se tornar complacente, já que isso começa a impactar negativamente na sua reputação e na confiança que os empregados têm em sua liderança.

5. Comportamento inconsistente

As pessoas estão mais inclinadas a confiar naqueles que são consistentes em seu comportamento. Por exemplo, digamos que você trabalhe com clientes que parecem estar com um certo pensamento, entretanto, acaba percebendo que eles começam a se desconectar quando acreditam que a direção de um projeto não lhes permite alcançar objetivos próprios. Em outras palavras, quando todos, menos o líder está a bordo de uma estratégia, você começa a se perguntar se as intenções dele são de apoiar o avanço da organização ou o seu próprio.
Líderes que são coerentes com a sua abordagem e intenções são aqueles que podem ser confiáveis.

6. Não sujar as mãos

Os líderes devem tocar o negócio, tanto quanto o lideram. Quando os líderes praticam delegação de tarefas em excesso e não sujam as mãos, os funcionários começam a questionar se ele realmente sabe o que é necessário para executar tais funções. A desconfiança entre os funcionários começa a aumentar.
Ainda que não se possa esperar que os líderes tenham todas as respostas, eles também não devem se manter distantes. O líder do século XXI tem de ter uma relação mais próxima, a fim de avaliar efetivamente o negócio e treinar seus empregados. De que outra forma um líder pode estabelecer os padrões para manter e melhorar o desempenho no local de trabalho?
Os líderes devem ganhar a confiança de seus funcionários e parar de acreditar que seus títulos, papéis e responsabilidades garantem automaticamente a confiança dos outros.

7. Falta de um propósito generoso

Quando um líder não tem os seus maiores interesses como um fundamento, é difícil confiar neles. Quando os líderes não são gratos por seus esforços de desempenho – e estão sempre tentando espremer cada mísero pedaço de esforço que pode sair de você – é difícil de acreditar que eles têm a intenção de ser mais eficientes, criativos e colaborativos.
Os funcionários não querem nunca se sentir usados, especialmente durante uma época em que todos estão sendo solicitados a fazer mais com menos. Os líderes devem ser mais capazes de apreciar os seus funcionários e mais conscientes de seus empreendimentos.
Como os líderes podem esperar que seus empregados deem tudo de si para aumentar o seu impacto no desempenho quando eles não estão dispostos a fazer o mesmo?
Isto é o que os líderes de hoje devem considerar: como liderar de novas formas, como se concentrar menos em apenas uma pessoa e mais na melhoria de um todo. Vamos honrar a coragem e a compaixão de Mandela, deixando a sua liderança nos inspirar agora como fez durante toda a sua vida, que ele viveu com tal propósito generoso. [Forbes]

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