segunda-feira, 25 de agosto de 2014

7 razões pelas quais você não confia no seu chefe

Os líderes são desafiados entre informar os seus empregados de toda a verdade e ocultar certas realidades de forma a não assustar desnecessariamente pessoas ou perder talentos de ponta. Mais e mais os líderes de hoje estão sendo colocados em dilemas morais desconfortáveis, porque eles estão tentando salvar seus próprios empregos enquanto tentam manter a confiança e a lealdade de seus empregados.
Confira sete sinais de alerta que levam os funcionários a parar de confiar nos seus chefes:

1. Falta de coragem

Líderes que não lutam por aquilo em que acreditam são difíceis de respeitar e confiar. Muitos líderes atualmente perdem muito do seu precioso tempo tentando agir como outros líderes da organização, ao invés de tentar estabelecer a sua própria identidade e estilo de liderança. É por isso que menos de 15% dos líderes definiram e vivenciaram a sua marca pessoal.
Talvez os líderes não acreditem que seus funcionários estejam prestando atenção a este comportamento, porém eles estão observando atentamente. Os empregados estão sempre em sintonia com o que seus líderes estão fazendo e como eles se autoadministram. Os funcionários sabem que, se seus líderes não são espertos o suficiente para mover-se para uma posição de maior influência, irá tornar muito mais difícil para eles serem notados e descobertos também. A influência de um líder carrega muito peso quando se trata de como os seus colegas julgam e avaliam o potencial de seus funcionários.
Quando os líderes não têm a coragem de permitir o seu pleno potencial e o dos outros, torna-se um desafio confiar em seu julgamento, autoconfiança, autoconhecimento e capacidades em geral.

2. Motivações escondidas

Líderes que são muito politicamente experientes podem ser vistos como desonestos e inautênticos. Os funcionários querem seguir líderes que se importam menos com a política e mais com alcançar metas e objetivos. Ainda que seja importante ser politicamente esclarecido, os líderes devem ter cuidado para não dar a seus funcionários a impressão de orquestrar agendas escondidas.
Os funcionários querem acreditar que seus líderes estão focados na melhoria da equipe. Se isso requer manobras políticas bem-intencionadas para avançar as metas da equipe, então ótimo. No entanto, se eles se depararem com um líder que tem a única intenção de proteger a si mesmo e a sua própria agenda pessoal, a confiança da equipe será perdida de forma rápida e difícil de recuperar.

3. Egocêntrico

Agendas ocultas tornam difícil acreditar que as intenções de um líder e suas tomadas de decisão não são autocentradas. Quando um líder só está cuidando de si mesmo e não tem qualquer senso de compromisso com o avanço de seus funcionários, desliga-se deles rapidamente.
Grandes líderes são grandes treinadores e estão sempre procurando ajudar seus funcionários a crescer e prosperar. Quando os líderes não têm qualquer desejo real de orientar, treinar e/ou guiar a progressão na carreira de seus funcionários, torna-se cada vez mais difícil para os funcionários confiar neles. Líderes não podem caminhar sozinhos. Contudo, quando os líderes são muito intrometidos, seus funcionários sentem que a lógica é “cada um por si” e/ou não confiam no talento que os circunda.
Além disso, quando os líderes são egocêntricos, seu ego fica no caminho do avanço de outros, corroendo ainda mais a confiança.

4. Questões de reputação

Quando as pessoas começam a falar negativamente a respeito de seu líder, torna-se mais difícil para os outros confiar em suas intenções e visão. Por exemplo, analisemos o que aconteceu com o presidente Barack Obama desde dezembro de 2009, quando seu índice de aprovação era de 69%. De acordo com os Relatórios Rasmussen, quatro anos mais tarde (no último 7 de dezembro), o índice de aprovação de Obama está em 43%. Um declínio de quase 30% tem criado uma enorme perturbação à sua reputação e muitos que o têm seguido e apoiado durante anos agora estão tendo problemas em confiar nele.
Se você realizasse uma pesquisa comparativa do índice de aprovação em seu local de trabalho, como é que os funcionários avaliariam o desempenho de seus líderes?
Todo líder deve estar ciente de que está sendo constantemente avaliado e, assim, nunca pode se tornar complacente, já que isso começa a impactar negativamente na sua reputação e na confiança que os empregados têm em sua liderança.

5. Comportamento inconsistente

As pessoas estão mais inclinadas a confiar naqueles que são consistentes em seu comportamento. Por exemplo, digamos que você trabalhe com clientes que parecem estar com um certo pensamento, entretanto, acaba percebendo que eles começam a se desconectar quando acreditam que a direção de um projeto não lhes permite alcançar objetivos próprios. Em outras palavras, quando todos, menos o líder está a bordo de uma estratégia, você começa a se perguntar se as intenções dele são de apoiar o avanço da organização ou o seu próprio.
Líderes que são coerentes com a sua abordagem e intenções são aqueles que podem ser confiáveis.

6. Não sujar as mãos

Os líderes devem tocar o negócio, tanto quanto o lideram. Quando os líderes praticam delegação de tarefas em excesso e não sujam as mãos, os funcionários começam a questionar se ele realmente sabe o que é necessário para executar tais funções. A desconfiança entre os funcionários começa a aumentar.
Ainda que não se possa esperar que os líderes tenham todas as respostas, eles também não devem se manter distantes. O líder do século XXI tem de ter uma relação mais próxima, a fim de avaliar efetivamente o negócio e treinar seus empregados. De que outra forma um líder pode estabelecer os padrões para manter e melhorar o desempenho no local de trabalho?
Os líderes devem ganhar a confiança de seus funcionários e parar de acreditar que seus títulos, papéis e responsabilidades garantem automaticamente a confiança dos outros.

7. Falta de um propósito generoso

Quando um líder não tem os seus maiores interesses como um fundamento, é difícil confiar neles. Quando os líderes não são gratos por seus esforços de desempenho – e estão sempre tentando espremer cada mísero pedaço de esforço que pode sair de você – é difícil de acreditar que eles têm a intenção de ser mais eficientes, criativos e colaborativos.
Os funcionários não querem nunca se sentir usados, especialmente durante uma época em que todos estão sendo solicitados a fazer mais com menos. Os líderes devem ser mais capazes de apreciar os seus funcionários e mais conscientes de seus empreendimentos.
Como os líderes podem esperar que seus empregados deem tudo de si para aumentar o seu impacto no desempenho quando eles não estão dispostos a fazer o mesmo?
Isto é o que os líderes de hoje devem considerar: como liderar de novas formas, como se concentrar menos em apenas uma pessoa e mais na melhoria de um todo. Vamos honrar a coragem e a compaixão de Mandela, deixando a sua liderança nos inspirar agora como fez durante toda a sua vida, que ele viveu com tal propósito generoso. [Forbes]

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

10 maneiras bizarras pelas quais você está minando sua própria felicidade

Religião, terapia, dietas malucas… A internet está cheia de dicas para a felicidade instantânea e “curas” para a depressão. É como se tudo o que as pessoas precisassem para alcançar o nirvana fosse uma xícara de chá verde. Além do fato de que a depressão é complexa demais para ser tratada com apenas um fator, como obter um novo animal de estimação, a maioria dessas chamadas curas podem estar na verdade tornando as coisas piores. Confira:

10. Sexo

Ter uma ótima vida sexual deveria ser o bônus da vida. Então, o que esperar do perfil psicológico de um Casanova moderno? Que tal ansiedade e depressão? Um estudo recente com 3.900 estudantes universitários sobre o seu bem-estar mental e sua tendência a saltar na cama com estranhos descobriu níveis elevados de ansiedade, ansiedade social e depressão entre aqueles que frequentemente faziam sexo casual. No entanto, os pesquisadores não determinaram se o sexo causou depressão, ou se a depressão provocou um desejo de perder-se em sexo. Qualquer que seja a maneira de contornar isso, há uma possibilidade muito real de que Hugh Hefner seja o homem mais infeliz da Terra.

9. Riqueza

Logo depois de “uma vida sexual incrível”, a segunda coisa que a maioria de nós provavelmente desejaria a um gênio da lâmpada é ser absolutamente podre de rico. Afinal de contas, o dinheiro pode não ser capaz de comprar a felicidade, mas com certeza torna a miséria muito mais confortável, não? Não. Todos nós já ouvimos histórias de horror sobre ganhadores de loteria que acabaram totalmente infelizes, mas pesquisas sugerem que mesmo aqueles que começaram ricos são propensos à doença mental. Especificamente, os filhos de pais que ganham mais de 159.000 dólares (cerca de R$ 360.000) por ano são perigosamente propensos a ansiedade, depressão, automutilação e abuso de drogas. Somente as crianças das famílias mais pobres estavam em maior risco do que os Riquinhos. Então, o que está acontecendo? Tudo se resume ao tipo de pessoa que geralmente ganha mais de US$ 150.000 por ano: altamente motivada e impiedosamente contra o fracasso. Em outras palavras, o tipo exato de pessoa suscetível a dar um grande saco de neuroses para os seus filhos de Natal. Toda essa pressão se manifesta em um medo paralisante do fracasso nos pequenos.

8. Vegetarianismo

A dieta vegetariana geralmente é considerada muito saudável. Ao evitar o excesso de gordura e propriedades cancerígenas da carne, os vegetarianos parecem estar em uma posição ideal para viver vidas longas e felizes, exceto que a ciência sugere o contrário. Um estudo alemão recente analisou a dieta e saúde mental de 4.000 participantes de todas as esferas da vida. Os resultados foram surpreendentes. Os vegetarianos eram mais propensos a sofrer de ansiedade, hipocondria, depressão, e até mesmo dismorfia corporal do que os seus semelhantes comedores de carne. E essa não era apenas uma anomalia estatística leve: vegetarianos tinham duas vezes mais probabilidade de serem doentes mentais que a população em geral, e três vezes mais probabilidade do que os participantes do grupo de controle. Mais uma vez, ninguém tem certeza se o vegetarianismo provoca toda essa miséria, ou se as pessoas miseráveis são apenas mais propensas a abandonar a carne.

7. Abstinência

Álcool e depressão andam juntos. Além de ser um calmante, nossa droga líquida favorita também é altamente viciante, extremamente prejudicial para o corpo, e socialmente mais prejudicial do que mesmo crack ou heroína. Faz sentido supor, então, que os abstêmios estarão livres da névoa de culpa e miséria que os bebedores são forçados a aguentar todas as manhãs de sábado. Bem, prepare-se para ficar chocado. Um estudo norueguês que comparou hábitos de beber e a saúde mental de 38 mil pessoas descobriu que, embora beber muito correspondesse a altos níveis de ansiedade, o oposto era verdade para a depressão. Os participantes que exercitavam rigoroso autocontrole eram aparentemente menos felizes do que aqueles que acordavam todas as manhãs em uma poça de vômito. A teoria é que aqueles que nunca bebem, mas vivem em países com cultura de consumo alcóolico, são menos propensos a forjar laços sociais fortes com as pessoas do que aqueles que de fato relaxam um pouco com uma cerveja. Nem alcoolismo nem abstinência total parecem uma boa ideia.

6. Religião

Estamos acostumados a pensar na religião como um grande conforto. Afinal de contas, quando seu cãozinho morre, é melhor pensar que ele vai para o céu, do que pensar que é um corpo frio e sem vida no lixo. Mesmo que ateus gostem de encontrar falhas em todos os seus aspectos, com certeza a religião, pelo menos, tem um efeito bom sobre a felicidade. Ou não. Um estudo publicado no início deste ano com 8.000 pessoas de diferentes religiões, países e origens socioeconômicas que testou sua vulnerabilidade à depressão constatou que, quanto mais fortemente religioso alguém era, mais provável é que tivesse depressão. Ao mesmo tempo, aqueles que abandonaram a religião para se tornar ateus se tornaram mais felizes, e os ateus que se tornaram religiosos ficaram mais tristes. Em quase todos os critérios, os devotos pareceram piores.

5. Esportes

Exercício físico deveria ter um efeito positivo sobre a saúde, e esportes coletivos são certamente bons para, pelo menos, fazer amigos e se sentir parte de um grupo. Então por que causa depressão? Especificamente, os pesquisadores olharam para a saúde mental de atletas universitários atuais e antigos e descobriram que os que ainda jogavam eram até duas vezes mais propensos a depressão. Em sua hipótese, os pesquisadores afirmaram que esperavam que as ex-estrelas, agora privadas de seus companheiros, treinadores e emoção do jogo, tivessem mais depressão. Mas, como as crianças ricas, é provável que o resultado encontrado seja devido aos atletas universitários estarem sob maior pressão. Além de ter que estudar, eles também têm que jogar bem e alcançar seus objetivos próprios, e tudo isso pode causar um grande estresse.

4. Compras

Muitos concordariam que a melhor maneira de relaxar de uma semana estressante é ir às compras. No entanto, o capitalismo está na verdade lhe deixando miserável. Um estudo recente realizado na Holanda seguiu 2.500 pessoas para avaliar os seus hábitos de compras e felicidade. Eles descobriram que as pessoas materialistas eram mais propensas a ser solitárias, o que também as tornava mais deprimidas. O problema se resume a nossa cultura do consumismo. Graças a décadas de publicidade, somos ensinados a associar certos valores com determinados produtos. Quando não podemos pagar por um desses itens ou temos que gastar mais do que deveríamos para obtê-lo, isso nos deixa ansiosos e isolados.

3. TV

Um estudo da Universidade de Maryland (EUA) sobre a felicidade tentou descobrir os hábitos mais comuns das pessoas que se dizem muito felizes e infelizes. O resultado? Pessoas infelizes assistem mais televisão. As que disseram ser “muito felizes” eram propensas a gastar mais tempo lendo e socializando. Os pesquisadores analisaram 30 anos de informações e chegaram à conclusão de que assistir televisão pode ajudar na felicidade momentânea, mas tem menos efeitos positivos mais tarde na vida. Isso porque assistir TV é uma atividade viciante, que como tal produz prazer momentâneo e infelicidade a longo prazo. Para pessoas menos sociáveis, a TV é a droga da vez.

2. Música


Não é incomum ouvir críticos musicais nostálgicos falando sobre uma música ou o álbum “que salvou sua vida”. É um sentimento que todos podem entender – aquele momento em que você ouve um trecho de uma música e se identifica. Portanto, pode ser chocante para alguns que ouvir música aparentemente torna as pessoas mais propensas à depressão. Em 2011, um estudo da Universidade de Pittsburgh (EUA) categorizou adolescentes pela quantidade de tempo que passaram ouvindo música e comparou seu bem-estar mental. Eles descobriram que, para cada aumento do nível de audição, o risco de depressão aumentou 80%. Isso é quase o efeito oposto que a leitura teve, com adolescentes sendo 50% menos infelizes quanto mais liam. A música foi o passatempo mais ligado à depressão, batendo até mesmo a TV. Por quê? Não sabemos ainda. Talvez a música moderna seja consistentemente miserável, ou talvez adolescentes deprimidos sejam mais propensos a tentar escapar através da música. Tudo o que podemos dizer com certeza é que o cara ouvindo funk no ônibus é provavelmente mais deprimido do que a menina sentada ao lado dele lendo Franz Kafka.

1. Redes sociais

Você é o tipo de pessoa que vai terminar de ler este artigo e deixar um comentário? Temos más notícias: você é objetivamente mais propenso a ser solitário. Um estudo recente analisou o uso da internet de pessoas deprimidas e não deprimidas, e descobriu que as infelizes usam a internet de forma diferente. Especificamente, são mais propensas a se envolver em interações como compartilhar fotos, músicas e opiniões através do Facebook, salas de chat e fóruns. As pessoas saudáveis eram menos propensas a verificar obsessivamente seu e-mail, passar o tempo em redes sociais, e sentar-se até tarde da noite lendo artigos. Esta descoberta vai contra tudo o que pensamos saber sobre a internet. A interação em redes sociais deveria fazer-nos sentir menos solitários e mais conectados, daí o motivo pelo qual todos parecem ter mais amigos no Facebook do que há pessoas no planeta. No entanto, um grande corpo de pesquisa sugere que esse ponto de vista é desatualizado. O segredo da felicidade na internet é simplesmente ignorar todos os idiotas furiosos da web e seguir com sua própria vida.

 Fonte: http://hypescience.com/10-maneiras-bizarras-pelas-quais-voce-esta-minando-sua-felicidade/

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

7 Maneiras cientificamente comprovadas de ser feliz

Qual o seu segredo para sua felicidade? Pesquisadores estudaram vários fatores, desde genes até características pessoais e escolhas de vida, para descobrir o que coincide com a felicidade e o bem-estar na vida das pessoas. Confira 7 deles que você pode aplicar a partir de hoje para ser feliz:

1 – Tenha cultura

Segundo um estudo desse ano, homens que gostam de arte, balé e outras atividades culturais se sentem mais felizes e saudáveis. O resultado se manteve mesmo após os pesquisadores controlarem para outros fatores que influenciam a felicidade, como renda.
Para os homens, a atividade física, lazer ao ar livre e trabalho voluntário também influenciaram positivamente a felicidade. Já as mulheres mais felizes tinham participações na igreja e em eventos desportivos.
A mensagem é clara: mesmo que as pessoas felizes tenham mais cultura e não a cultura faça as pessoas mais felizes, não custa tentar. A felicidade é o prêmio final.
- Felicidade = vida melhor e vida maior
 
2 – Tenha um bicho de estimação

Donos de animais são um grupo que tende para uma maior felicidade. Uma pesquisa de julho de 2011 descobriu que as pessoas que têm cães dizem que seus animais de estimação aumentam a sua autoestima, bem como seus sentimentos de pertença e de significação.
A pesquisa também descobriu que os animais tinham uma capacidade semelhante a de amigos humanos em evitar sentimentos de rejeição.
- Dinamarca é país mais feliz do mundo; Brasil não está nem nos 10 primeiros
 
3 – Seja positivo

O poder do pensamento positivo pode realmente funcionar. Um artigo que revisou 51 estudos anteriores sobre a felicidade encontrou que as pessoas que adquirem o hábito de escrever três coisas boas que aconteceram com elas toda semana têm um aumento significativo na felicidade.
A pesquisa também descobriu que os participantes que escreveram cartas de gratidão para outros relataram um aumento de felicidade que durou semanas (sem sequer a necessidade de enviá-las). Parece que o que conta mais é ter uma atitude positiva e não pensar que coisas e curas mirabolantes cairão do céu.
- Felicidade pós-férias dura pouco
 
4 – Seja altruísta

Essa mesma revisão de estudos descobriu que devolver coisas boas a sociedade pode pagar dividendos a felicidade. Um estudo de 2008 também concluiu que as pessoas que doam dinheiro em vez de gastá-lo consigo mesmas têm um impulso de felicidade.
Não só isso, mas as pessoas que se voluntariam por razões altruístas vivem mais. O altruísmo é ainda ligado a relacionamentos mais fortes: um estudo de 2006 descobriu que as pessoas mais altruístas são também mais propensas a ter casamentos felizes.
- Qual é o tipo de casamento mais feliz e duradouro?
 
5 – Seja nostálgico

Pessoas sociais, energéticas e extrovertidas são também as com tipo de personalidade que são mais felizes. Não é fácil roubar a cena de uma pessoa extrovertida, mas dá pra roubar a felicidade: é só ver o passado através de óculos cor de rosa.
Uma pesquisa desse ano descobriu que pessoas extrovertidas devem a sua vantagem de felicidade à sua tendência de olhar para trás (para o passado) com nostalgia. Saborear memórias felizes ou colocar as ruins sob uma ótica otimista pode ajudar a tornar a vida de uma pessoa mais feliz. Não confunda isto com ser saudosista, vivendo no passado.
- Empregado feliz, empresa bem-sucedida
 
6 – Faça sexo

Apesar de soar superficial, a satisfação entre quatro paredes parece estar ligada à felicidade na vida diária.
Mulheres pós-menopáusicas com vida sexual mais satisfatória são mais felizes em geral. Da mesma forma, os recém-casados com personalidades neuróticas que aliviam suas ansiedades com sexo têm casamentos melhores. Abraços e afeto físico impulsionam a felicidade nos homens também.
- Sexo é a chave para uma aposentadoria feliz
 
7 – Não persiga a felicidade

Você pode praticar todos os itens dessa lista e ainda não se sentir feliz. Isso porque um estudo desse ano descobriu que uma hiperconcentração na felicidade pode, paradoxalmente, tornar as pessoas menos felizes.
“Querer ser feliz pode torná-las menos felizes”, disse a pesquisadora Iris Mauss. “Se você explicita e propositadamente foca na felicidade, isso parece ter uma qualidade autodestrutiva”.
O estudo mostrou que as mulheres que valorizam demais a felicidade ou focam exclusivamente nisso têm problemas em realmente alcançá-la. Talvez essas pessoas estabeleçam padrões altos demais para a felicidade, ou se concentram na felicidade pessoal à custa de coisas que realmente fazem as pessoas felizes, como relacionamentos com amigos e familiares.
- Afinal, dinheiro pode ou não comprar felicidade?
Não é que tentar ser feliz é um caso perdido, mas a ideia é de que você não deve perseguir esse sentimento em si, mas sim focar em atividades que fazem você feliz.

Fonte:http://hypescience.com/7-maneiras-de-ser-feliz-cientificamente-comprovadas/

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Economize dinheiro saboreando a sua vida

Dizem por aí que o melhor jeito de viver a vida é procurar ser, todo o dia (ou sempre que possível), uma pessoa melhor. Mas, como tantas outras coisas – tais como parar de se importar com o que as pessoas pensam e se aceitar para ter uma vida mais feliz -, essa parece ser mais fácil de falar do que de fazer.
Só que, independente do grau de dificuldade dessas pequenas “missões” que impomos a nós mesmos todos os dias, sempre temos uma alternativa muito agradável: tentar.
No quesito “tentar”, os psicólogos não só fazem mágica, como têm alguns truques na manga para nos ensinar a percorrer esse caminho que, entre outras possibilidades, pode muito bem acabar em uma vida mais feliz e satisfatória. Então, eu pergunto: por que não saber mais e, quem sabe, tentar?
Existem uma série de sensações desagradáveis que, infelizmente, fazem mais parte da nossa rotina do que gostaríamos, como o estresse, por exemplo.
O estreese puxa a falta de tempo, que também é consequência de uma rotina atribulada e cheia de tarefas, com um fluxo de informação mais intenso que um feed de notícias de Facebook de uma adolescente de 15 anos. É tanta coisa para acompanhar que quase não sobra para tempo para relaxar e curtir um momento de tranquilidade só seu. Essa onda de insatisfação costuma englobar um outro problema do nosso tempo: a sensação de estar sempre sem dinheiro.
Quanto ao estresse, o único conselho que podemos dar é: relaxe. Encare isso como uma escolha: o estresse está nos ambientes que frequentamos, mas você pode deixá-lo entrar em você, ou não. Leva tempo até a gente aprender a separar as coisas e entender que algumas questões não devem ser levadas para casa. No entanto, eu garanto: é possível.
Quanto à falta de tempo, das duas uma: ou você realmente não tem tempo, porque trabalha mais que o relógio, ou você arruma desculpas para não ter tempo e evitar passar um tempo agradável na sua própria confortável companhia. Se o seu for o primeiro caso, se acalme e reduza o ritmo das suas atividades. Por outro lado, a autoaceitação pode ser a chave para uma vida mais feliz.
Agora se você é desses que vive dizendo (ou achando) que está sem dinheiro, tenho mais algumas coisas para conversar com você. Se estivéssemos em uma mesa de bar, qualquer dia antes de hoje, meu conselho provavelmente seria procurar algum aplicativo de controle de finanças. Ou fazer planilhas para controlar os seus gastos.
Mas hoje eu tive a felicidade de conhecer uma nova técnica, digamos assim, de como fazer o dinheiro durar mais. Ou como economizar, se você preferir colocar nesses termos. E não poderia de deixar de compartilhar com você, que pode fazer tão bom proveito dela quanto eu. Essa técnica é fácil de aprender e, acredite, tem efeitos magníficos na sua felicidade. Como não poderia deixar de ser, é gratuita. Quer saber como ela se chama? Que rufem os tambores! Essa técnica tão milagrosa se chama “saborear”.

O que é saborear?

Acho que esse é um daqueles casos em que a resposta é exatamente o que parece ser. A técnica do “saborear” é a capacidade que desenvolvemos em nós mesmos de prolongar e esticar aquela sensação boa de experiências que consideramos positivas. É a diferença entre engolir uma refeição e se deliciar com cada garfada, sentido aquele sabor dos deuses derreter na boca pouco a pouco. “Saborear” tem tudo a ver com a quantidade de tempo que você gasta sentado em frente a um pôr do sol.
Os cientistas têm consistentemente encontrado evidências que fortalecem a teoria de que saborear todos os momentos de nossas vidas (inclusive os pequenos) provoca um aumento quase inacreditável na felicidade de cada um de nós. O que, convenhamos, faz sentido. Quanto mais você puder prolongar suas experiências emocionais positivas, mais emoções positivas estarão presentes no seu dia a dia.
Na verdade, essa capacidade de “saborear” têm se mostrado eficiente para trazer diversos benefícios às pessoas ao longo de toda a vida: estudos mostram que esse hábito incrivelmente simples contribui decisivamente para o bem-estar de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Ou seja: é um hábito que você planta e colhe em qualquer estágio da vida.
Saborear também é um dos melhores truques para maximizar suas finanças, porque você decide receber a mesma satisfação gastando 1 real ou 1 milhão. Percebeu o que eu disse? Esse ponto é tão importante que vou até repetir: você decide. O que nos leva a um ponto um tanto irônico dessa questão…

O dinheiro é o grande problema da técnica de saborear

Estranho, não? Se você está acompanhando meu raciocínio até aqui, há de concordar comigo que o natural seria ele ser solução, e não problema. Mas a questão é que um estudo publicado em 2009 diz exatamente o contrário. Um grupo de psicólogos de diversos países, como Canadá, Inglaterra e Bélgica, descobriram que o dinheiro realmente prejudica a capacidade das pessoas de saborear experiências positivas todos os dias.
Então, os mesmo pesquisadores se propuseram a entender por que, estudo após estudo, o resultado é sempre que a riqueza de uma pessoa costuma ser inversamente proporcional a seu nível de felicidade. Depois de conduzir dois estudos diferentes, eles obtiveram o mesmo resultado e uma conclusão: quanto maior a riqueza de uma pessoa, menor a capacidade que ela tem de saborear as experiências vividas.
Os participantes com renda superior obtiveram as menores pontuações em um teste que media o quanto eles saboreavam diversas experiências. Curiosamente, até mesmo um sussurro que os fizesse pensar em dinheiro correspondia a uma capacidade menor de saborear o momento em si. Os pesquisadores descobriram isso mostrando imagens de moedas estrangeiras para os participantes, ante de deixá-los comer pedaços de um bolo. Assim, ao ver um dólar, ou qualquer outra figura de moeda internacional, as pessoas eram induzidas a pensar em dinheiro e, desta maneira, gastavam menos tempo comendo o delicioso bolo de chocolate que lhes era oferecido – saboreando-o muito menos, consequentemente.
Então, riqueza, dinheiro e qualquer outro símbolo que remeta a uma moeda prejudica nossa capacidade de viver o memento presente, em sua complitude. Isso não quer dizer ser rico é ruim.
Acho que todos nós concordamos que levar uma vida confortável, do ponto de vista financeiro, é um dos nossos (aqui eu me incluo sem medo de ser feliz) grandes objetivos. Mas é fato que precisamos aprender a conviver com o dinheiro, de forma que ele faça parte de nossas vida, e não seja absolutamente tudo o que a gente tenha. Essa obsessão, 24 horas por dia e 7 dias por semana, é que não tem nada de saudável. E é o que pode acabar prejudicando nossa capacidade de apenas aproveitar a vida.

Por que a riqueza pode prejudicar nossa capacidade de saborear a vida?

Os pesquisadores ainda não têm certeza. Eles supõem, contudo, que focar as grandes experiências da vida em coisas realmente grandes (como visitar as pirâmides do Egito, ou fazer uma passeio de barco na Riviera Francesa) acaba diminuindo o impacto de experiências que passamos a considerar como “menores”. Em outras palavras, é como se aumentássemos o nível de satisfação e o restringíssemos a experiências caras e que só seriam realizáveis com um grande (ou pelo menos considerável) investimento financeiro.
Dessa forma, as experiências do nosso dia a dia, por estarem muito perto e não exigirem grandes esforços (ou ainda por custarem “muito pouco” ou quase nada) acabam perdendo o valor. Até emocional. Coisas como o cheiro do café fresquinho, a brisa fresca batendo no rosto, ou um agradável bom dia passam tristemente despercebidas. Quão triste é isso? Até porque, convenhamos: a nossa vida é muito mais povoada por momentos assim, “pequenos”, do que qualquer outra coisa. Não importa quanto de dinheiro cada um de nós tenha guardado no colchão.
Tempo e dinheiro são muitas vezes relacionados, de forma que pensar em dinheiro faz as pessoas imediatamente pensarem sobre produtividade. Parece uma relação um tanto lógica, não? Quanto mais eu trabalho, mais eu ganho. E isso faz com que a gente queria se mover mais rápido. Assim, o tempo gasto em alguma tarefa estaria diretamente relacionado com o tanto que poderíamos nos permitir saboreá-la. Você concorda?

Como fazer para saborear?

A boa notícia disso tudo que falei até agora é que saborear é um hábito fácil de se aprender, e muito simples de ser cultivado. Exatamente como as melhores coisas da vida – coincidência?
Para ajudar você nessa nova jornada, os pesquisadores detectaram uma espécie de passo-a-passo que, se devidamente colocado em prática, tem o efeito desejado de maximizar a felicidade com que tanto sonhamos.
Essas são as quatro simples estratégias que podemos começar a praticar agora para soborear mais. Podem ser usadas individualmente ou combinadas:
  • Antecipe eventos/coisas: Se você for fazer uma viagem, por exemplo, tente viver a experiência toda antes de desembarcar no seu destino. Pesquise sobre o local, ouça músicas tradicionais, peça referências para amigos que já conheçam o local que você irá visitar, festas para ir, museus para conhecer e etc. Essa antecipação da experiência é uma forma de fazer a viagem durar mais tempo, e torna o processo todo um tanto mais divertido. É como se você começasse a viagem antes mesmo de chegar. Sem contar que todo esse processo de preparação para “o grande dia” também aumenta consideravelmente as expectativas do que vai acontecer quando você estiver lá, o que contribui para experiências muito mais intensas e, claro, saborosas.
  • Esteja presente e aproveite o momento/coisa na hora em que estiver acontecendo: Quando você (e quase todo mundo) está viajando, é comum passarmos mais tempo querendo memorizar tudo, tirando fotos infinitas de cada detalhe e incansavelmente postando tudo no Facebook, do que de fato aproveitando aquela experiência. Claro que tirar fotos é legal, e faz parte de qualquer viagem. Mas ter histórias para contar, e memórias reais, é muito mais legal. Tente absorver plenamente os momentos, e não só quando estiver viajando. Todas as coisas que você vive são únicas e não vão acontecer de novo. Não é à toa que dizer que o seu tempo é a coisa mais preciosa que você pode doar a alguém. Afinal, é uma porção da sua vida que vai, e nunca mais volta.
  • Relembre de algum evento passado e saboreie essa memória: O tempo não volta, mas deixa lembranças. E elas podem ser tão doces quanto no momento em que aconteceram. Lembrar de experiências positivas é revivê-las. E essa experiência traz sensações boas de volta a sua vida, como se elas tivessem acabado de acontecer. Mas perceba a diferença: relembrar é uma coisa, viver no passado é outra completamente diferente. É totalmente possível aproveitar o tempo presente e saborear memórias de tempos passados, sem entrar em contradição consigo mesmo. A lembrança é efêmera, e faz parte de alguns momentos do agora. Viver no passado é uma atitude constante e geralmente está ligada a uma certa amargura. E esse, certamente, não é um caminho que nenhum de nós queira seguir.
  • Fale sobre isso e divida a sua experiência de saborear a vida com as outras pessoas: compartilhar suas atitudes em qualquer um dos passos anteriores (antecipação, experiência e memória) ajuda a melhorar o nosso prazer em estar consciente sobre essas atitudes. Isso pode significar falar com os outros, escrever sobre ou até compartilhar em suas mídias sociais. No caso de uma viagem, por exemplo, você pode continuar falando sobre ela mesmo depois de voltar e quando ainda não foi (tanto com seus amigos, pessoalmente, quanto por meio de suas redes sociais ou escrevendo para si em um diário). Isso tudo ajuda a saborear mais e mais cada momento. Lembre-se: a felicidade é uma das poucas coisas (se não a única) que, quando a gente divide, também se multiplica.
Há muitas coisas que podemos saborear, sejam elas grandes ou pequenas. Coisas que vão desde fazer uma viagem a comprar uma blusa nova, ou comer um pedaço daquele bolo delicioso que só sua avó sabe fazer. Cada um desses prazeres pode ser longo o suficiente para fazer valer nosso rico dinheirinho. E, claro, não vamos nos esquecer de saborear coisas totalmente gratuitas, como o cheiro de uma flor, ou um belo pôr do sol. É tudo uma questão de parar um pouco, e reparar na beleza das coisas que estão à nossa volta.
Para encerrar esse artigo, deixo você com uma reflexão que, para mim, começou com um rabisco de caderno e hoje meio que faz parte de quem eu sou: as melhores coisas da vida não são as coisas, são os momentos. Especialmente aqueles que a gente passa junto de quem a gente ama. 

Fonte:http://hypescience.com/economize-dinheiro-saboreando-a-sua-vida/