domingo, 29 de junho de 2014

100 frases de Nelson Rodrigues

  1. A adúltera é a mais pura porque está salva do desejo que apodrecia nela.
  2. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual.
  3. A dúvida é autora das insônias mais cruéis. Ao passo que, inversamente, uma boa e sólida certeza vale como um barbitúrico irresistível.
  4. A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.
  5. A liberdade é mais importante do que o pão.
  6. A maioria das pessoas imagina que o importante, no diálogo, é a palavra. Engano, e repito: – o importante é a pausa. É na pausa que duas pessoas se entendem e entram em comunhão.
  7. A pior forma de solidão é a companhia de um paulista.
  8. A platéia só é respeitosa quando não está a entender nada.
  9. A prostituta só enlouquece excepcionalmente. A mulher honesta, sim, é que, devorada pelos próprios escrúpulos, está sempre no limite, na implacável fronteira.
  10. A televisão matou a janela.
  11. A verdadeira grã-fina tem a aridez de três desertos.
  12. Acho a velocidade um prazer de cretinos. Ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca.
  13. Amar é dar razão a quem não tem.
  14. Amar é ser fiel a quem nos trai.
  15. Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.
  16. As grandes convivências estão a um milímetro do tédio.
  17. Com sorte vc atravessa o mundo, sem sorte vc não atravessa a rua.
  18. Começava a ter medo dos outros. Aprendia que a nossa solidão nasce da convivência humana.
  19. Copacabana vive, por semana, sete domingos.
  20. D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva.
  21. Desconfie da esposa amável, da esposa cordial, gentil. A virtude é triste, azeda e neurastênica.
  22. Desconfio muito dos veementes. Via de regra, o sujeito que esbraveja está a um milímetro do erro e da obtusidade.
  23. Deus está nas coincidências.
  24. Dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro.
  25. É preciso ir ao fundo do ser humano. Ele tem uma face linda e outra hedionda. O ser humano só se salvará se, ao passar a mão no rosto, reconhecer a própria hediondez.
  26. É preciso trair para não ser traído.
  27. Em muitos casos, a raiva contra o subdesenvolvimento é profissional. Uns morrem de fome, outros vivem dela, com generosa abundância.
  28. Entre o psicanalista e o doente, o mais perigoso é o psicanalista.
  29. Está se deteriorando a bondade brasileira. De quinze em quinze minutos, aumenta o desgaste da nossa delicadeza.
  30. Eu me nego a acreditar que um político, mesmo o mais doce político, tenha senso moral.
  31. Existem situações em que até os idiotas perdem a modéstia.
  32. Falta ao virtuoso a feérica, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista.
  33. Hoje é muito difícil não ser canalha. Todas as pressões trabalham para o nosso aviltamento pessoal e coletivo.
  34. Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário.
  35. Invejo a burrice, porque é eterna.
  36. Jovens: envelheçam rapidamente!.
  37. Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos…
  38. Na mulher, certas idades constituem, digamos assim, um afrodisíaco eficacíssimo. Por exemplo:- 14 anos!
  39. Nada nos humilha mais do que a coragem alheia.
  40. Não acredito em honestidade sem acidez, sem dieta e sem úlcera.
  41. Não admito censura nem de Jesus Cristo.
  42. Não damos importância ao beijo na boca. E, no entanto, o verdadeiro defloramento é o primeiro beijo na boca. A verdadeira posse é o beijo na boca, e repito: – é o beijo na boca que faz do casal o ser único, definitivo. Tudo mais é tão secundário, tão frágil, tão irreal.
  43. Não existe família sem adúltera.
  44. Não há nada que fazer pelo ser humano:o homem já fracassou.
  45. Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe.
  46. Nem toda mulher gosta de apanhar. Só as normais.
  47. Nossa ficção é cega para o cio nacional. Por exemplo: não há, na obra do Guimarães Rosa, uma só curra.
  48. Num casamento, o importante não é a esposa, é a sogra. Uma esposa limita-se a repetir as qualidades e os defeitos da própria mãe.
  49. Nunca a mulher foi menos amada do que em nossos dias.
  50. O adulto não existe. O homem é um menino perene.
  51. O amor entre marido e mulher é uma grossa bandalheira. É abjeto que um homem deseje a mãe de seus próprios filhos.
  52. O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda.
  53. O asmático é o único que não trai.
  54. O biquíni é uma nudez pior do que a nudez.
  55. O boteco é ressoante como uma concha marinha. Todas as vozes brasileiras passam por ele.
  56. O Brasil é muito impopular no Brasil.
  57. O brasileiro é um feriado.
  58. O brasileiro, quando não é canalha na véspera, é canalha no dia seguinte.
  59. O cardiologista não tem, como o analista, dez anos para curar o doente. Ou melhor: – dez anos para não curar. Não há no enfarte a paciência das neuroses.
  60. O casamento é o máximo da solidão com a mínima privacidade.
  61. O grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota.
  62. O homem começa a morrer na sua primeira experiência sexual.
  63. O homem não nasceu para ser grande. Um mínimo de grandeza já o desumaniza. Por exemplo: — um ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. É como se ele tivesse algodão por dentro, e não entranhas vivas.
  64. O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da imaturidade.
  65. O morto esquecido é o único que repousa em paz.
  66. O marido não deve ser o último a saber. O marido não deve saber nunca.
  67. O Natal já foi festa, já foi um profundo gesto de amor. Hoje, o Natal é um orçamento.
  68. O ônibus apinhado é o túmulo do pudor.
  69. O pudor é a mais afrodisíaca das virtudes.
  70. O puro é capaz de abjeções inesperadas e totais e o obsceno, de incoerências deslumbrantes. Somos aquela pureza e somos aquela miséria. Ora aparecemos varados de luz, como um santo de vitral, ora surgimos como faunos de tapete.
  71. O sábado é uma ilusão.
  72. O Ser Humano, tal como imaginamos, não existe.
  73. Os homens mentiriam menos se as mulheres fizessem menos perguntas.
  74. Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina.
  75. Perfeição é coisa de menininha tocadora de piano.
  76. Qualquer menino parece, hoje, um experimentado e perverso anão de 47 anos.
  77. Quem nunca desejou morrer com o ser amado nunca amou, nem sabe o que é amar.
  78. Se Euclides da Cunha fosse vivo teria preferido o Flamengo a Canudos para contar a história do povo brasileiro.
  79. Se os fatos são contra mim, pior para os fatos.
  80. Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém.
  81. Sem paixão não dá nem para chupar picolé.
  82. Sexta feira é o dia em que a virtude prevarica.
  83. Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam.
  84. Só não estamos de quatro, urrando no bosque, porque o sentimento de culpa nos salva.
  85. Só o cinismo redime um casamento. É preciso muito cinismo para que um casal chegue às bodas de prata.
  86. Só o rosto é indecente. Do pescoço para baixo podia-se andar nu.
  87. Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta.
  88. Subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos.
  89. Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante.
  90. Toda coerência é, no mínimo, suspeita.
  91. Toda mulher bonita leva em si, como uma lesão da alma, o ressentimento. É uma ressentida contra si mesma.
  92. Toda mulher bonita tem um pouco de namorada lésbica em si mesmo.
  93. Toda mulher gosta de apanhar. Só as neuróticas reagem.
  94. Toda unanimidade é burra.
  95. Todas as mulheres deviam ter catorze anos.
  96. Todo amor é eterno. Se não é eterno, não era amor.
  97. Todo desejo é vil.
  98. Todo tímido é candidato a um crime sexual.
  99. Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhoras que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém.
  100. Um filho, numa mulher, é uma transformação. Até uma cretina, quando tem um filho, melhora.

terça-feira, 24 de junho de 2014

A Compensação

Não faz muito, li um artigo sobre as pretensões literárias de Napoleão Bonaparte.
Aparentemente, Napoleão era um escritor frustrado. Tinha escrito contos e poemas na juventude, escreveu muito sobre política e estratégia militar e sonhava em escrever um grande romance. Acreditava-se, mesmo, que Napoleão considerava a literatura sua verdadeira vocação, e que foi sua incapacidade de escrever um grande romance e conquistar uma reputação literária que o levou a escolher uma alternativa menor, conquistar o mundo.
Não sei se é verdade, mas fiquei pensando no que isto significa para os escritores de hoje e daqui. Em primeiro lugar, claro, leva a pensar na enorme importância que tinha a literatura nos séculos 18 e 19, e não apenas na França, onde, anos depois de Napoleão Bonaparte, um Vitor Hugo empolgaria multidões e faria História não com batalhões e canhões mas com a força da palavra escrita, e não só em conclamações e panfletos mas, muitas vezes, na forma de ficção. Não sei se devemos invejar uma época em que reputações
literárias e reputações guerreiras se equivaliam desta maneira, e em que até a imaginação tinha tanto poder. Mas acho que podemos invejar, pelo menos um pouco, o que a literatura tinha então e parece ter perdido: relevância. Se Napoleão pensava que podia ser tão relevante escrevendo romances quanto comandando exércitos, e se um Vitor Hugo podia morrer como um dos homens mais relevantes do seu tempo sem nunca ter trocado a palavra e a imaginação por armas, então uma pergunta que nenhum escritor daquele tempo se fazia
é essa que nos fazemos o tempo todo: para o que serve a literatura, de que adianta a palavra impressa, onde está a nossa relevância? Gostávamos de pensar que era através dos seus escritores e intelectuais que o mundo se pensava e se entendia, e a experiência humana era racionalizada. O estado irracional do mundo neste começo de século é a medida do fracasso
desta missão, ou desta ilusão.
Depois que a literatura deixou de ser uma opção tão vigorosa e vital para um
homem de ação quanto a conquista militar ou política ― ou seja, depois que virou uma opção para generais e políticos aposentados, mais compensação pela perda de poder do que poder, e uma ocupação para, enfim, meros escritores ―, ela nunca mais recuperou a sua respeitabilidade, na medida em que qualquer poder, por armas ou por palavras, é respeitável.
Hoje a literatura só participa da política, do poder e da História como instrumento ou cúmplice.
E não pode nem escolher que tipo de cúmplice quer ser. Todos os que escrevem no Brasil, principalmente os que têm um espaço na imprensa para fazer sua pequena literatura ou simplesmente dar seus palpites, têm esta preocupação.
Ou deveriam ter. Nunca sabemos exatamente do que estamos sendo cúmplices. Podemos estar servindo de instrumentos de alguma agenda de poder sem querer, podemos estar contribuindo, com nossa indignação ou nossa denúncia, ou apenas nossas opiniões, para legitmar alguma estratégia que desconhecemos.
Ou podemos simplesmente estar colaborando com a grande desconversa nacional, a que distrai a atenção enquanto a verdadeira história do País acontece em outra parte, longe dos nossos olhos e indiferente à nossa crítica. Não somos relevantes, ou só somos relevantes quando somos cúmplices, conscientes ou inconscientes.
Mas comecei falando da frustração literária de Napoleão Bonaparte e não toquei nas implicações mais importantes do fato, pelo menos para o nosso amor próprio. Se Napoleão só foi Napoleão porque não conseguiu ser escritor, então temos esta justificativa pronta para o nosso estranho ofício: cada escritor a mais no mundo corresponde a um Napoleão a menos. A literatura serve, ao menos, para isso: poupar o mundo de mais Napoleões. Mas
existe a contrapartida: muitos Napoleões soltos pelo mundo, hoje, fariam melhor se tivessem escrito os romances que queriam. O mundo, e certamente o Brasil, seriam outros se alguns Napoleões tivessem ficado com a literatura e esquecido o poder.
E sempre teremos a oportunidade de, ao acompanhar a carreira de Napoleões, sub-Napoleões, pseudo-Napoleões ou outras variedades com poder sobre a nossa vida e o nosso bolso, nos consolarmos com o seguinte pensamento: eles são lamentáveis, certo, mas imagine o que seria a sua literatura.
Da série Poesia numa Hora Destas?!
Deus não fez o homem, assim, de improviso em cima da divina coxa numa hora vaga.
Planejou o que faria com esmero e juízo (e isso sem contar com assessoria paga).
Tudo foi pensado com exatidão antes mesmo do primeiro esboço, e foram anos de experimentação até Deus dizer que estava pronto o moço.
Mas acontece sempre, é sempre assim não seria diferente do que é agora.
A melhor idéia apareceu no fim e dizem que o polegar Ele bolou na hora.


Luis Fernando Veríssimo

domingo, 22 de junho de 2014

10 desejos e práticas sexuais bizarras

A sensação de prazer sexual em situações consideradas anormais inusitadas tem nome: parafilia. Algumas delas são completamente inofensivas e até bem conhecidas, como a podolatria (gente que curte os pés dos parceiros – o cineasta Quentin Tarantino é um podólatra assumido). No entanto, há parafilias que são contra a lei, outras que podem te deixar doente e algumas são simplesmente muito estranhas (embora a SUPER não tenha preconceitos). Veja a lista das vontades sexuais mais loucas que o ser humano pode ter.
10. Agalmatofilia
Sabe aquela estátua supersexy do museu? Ou aquele manequim interessantíssimo na vitrine do shopping? Não? Você pode não ter notado nada de sexual na Vênus de Milo, mas tem gente que pira nas esculturas e quer fazer bebês com elas. Mas as estátuas nunca retribuirão o seu amor. Fato.
9. Espectrofilia
Os espectrófilos curtem fantasmas, espíritos e deuses. Sim, deuses. Mas calma que não tem nada a ver com necrofilia – sentir prazer sexual com pessoas mortas. Quem tem espectrofilia fantasia com seres imaginários. Algo me diz que o filme preferido dessas pessoas deve ser Ghost – Do outro lado da vida.
8. Fetiche por balões
Pode acreditar. Tem gente que sente excitação com balões de látex (também conhecidos como bexigas ou bolas de festa). Esse fetiche tem duas vertentes: os que curtem estourar os balões e os que curtem acariciá-los sem estourá-los. Imagine como esses fetichistas ficam loucos em uma festa infantil?!
7. Trampling
Quem curte trampling é quem se excita com outras pessoas pisando nelas. E não é o “pisar” metafórico, de quem passa por cima da vontade dos outros para conseguir o que quer. É pisar mesmo, com ou sem sapato, de salto ou não. Inclusive (ou principalmente, vai saber) nos órgãos genitais. Ui.
6. Timofilia
Lembram da Khadija, da novela O Clone? A menina interpretada pela atriz Carla Diaz que falava “Muito ouro, Insh’allah!”? Pois é, talvez ela fosse uma timófila. Essa parafilia é a excitação sexual provocada pela riqueza. Os timófilos adoram tocar em objetos de ouro, prata, diamantes, cartões de crédito sem limite e coisas do gênero.
5. Mecanofilia
Mecanofilia é a atração sexual por máquinas, principalmente andoides e robôs. Uma parafilia nerd, que pode ficar bem comum assim que o mundo for dominado pelas máquinas. Só é preciso tomar cuidado para não acontecer o que aconteceu com o Howard, personagem da série The Big Bang Theory.


4. Frotismo
Frotismo é o prazer sexual que se tem ao esfregar-se em outra pessoa sem o seu consentimento. Quem pega metrô ou ônibus lotado já pode ter sido vítima em uma situação parecida. Vale dizer: isso é assédio sexual e é contra a lei!
3. Vorarefilia
Tem gente que se excita ao ver um ser vivo devorando outro (espera-se que não sejam humanos devorando humanos, pelo menos). Documentários do Discovery Channel durante o sexo talvez ajudem a pessoa a suprir essa tara.
2. Coprofilia
Essa é nojenta (e bastante conhecida). É a excitação sexual no contato com fezes (próprias ou do parceiro). Alguns chegam a comer o cocô do outro. Além de repugnante, também faz mal à saúde. As fezes carregam bactérias que podem transmitir doenças. Existe também uma variação: a flatofilia, que é o prazer em cheirar o pum do parceiro (ou o próprio).
1. Emetofilia
Temos um vencedor. Emetofilia é a excitação por vomitar ou ver o outro vomitando. Esta prática, também conhecida como “banho romano”, tem um cheiro, digamos, peculiar. E pode ter pedacinhos. Ok, parei.



Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/author/livia-aguiar/page/3/

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Matemática de Mendigo

Tenho que dar os parabéns ao estagiário que elaborou essa pesquisa, pois o resultado que ele conseguiu obter é a mais pura realidade..

Preste atenção...
Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar em media pelo menos R$ 0,20, o que numa hora dará: 60 x 0,20 = R$12,00.

Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá  faturado: 25 x 8 x 12 = R$ 2.400,00.

Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 12 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 20 centavos e sim 30, 50 e às  vezes até 1,00.

Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 6,00 por hora terá R$1.200,00 no final do mês. Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto.

Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET ). Então lhe  perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu?

É isso mesmo, de 45 a 55 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 45 = 1.125 ou 25 x 55 = 1375, então na média R$ 1.100,00 e ela disse que  não mendiga 8 horas por dia.

Moral da História :

É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...

Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.

Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.

E lembre-se :

Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrão.
Viva a Matemática.
Que país é esse? 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

E a roda segue girando...‏

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV:
 
C
olbert: - Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: - Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
 
Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.

domingo, 15 de junho de 2014

Motéis



Olá caro leitor... vamos expor neste post algumas considerações sobre um tema que aflige, de certa forma, vários casais que apaixonados ou não, procuram um reduto para satisfazer a lascívia. Sem mais delongas, vamos discorrer sobre Moteis.

Afinal, o que é um Motel?
Segundo o dicionário Aurélio:

Motel [do ingl. motel, t criado, em 1925 por um arquiteto para um hotel da Califórnia, a partir do rad. motor (car) e de hotel.]
Substantivo Masculino
1. Hotel situado à beira de estradas de grande circulação. dotado de apartamentos ou quartos para hóspedes, estacionamento para automóveis e, às vezes, restaurante.
2. Bras. Hotel de alta rotatividade. [Pl.: motéis.]


Já a Wikipédia, nos diz que:

Motel é um estabelecimento de hospedagem que se diferencia dos demais porque as pessoas geralmente vão até ele com o objetivo de manter  relações sexuais e não necessariamente para conseguir alojamento, em sua grande maioria, não se cobra o valor de uma diária, mas sim por um valor de permanência de algumas horas (períodos). Normalmente são oferecidos preservativos, um aparelho videocassete ou DVD com vídeos eróticos ou possibilidade de acesso a canais eróticos, cardápio para o almoço ou o jantar, teto com espelhos,banheira de hidromassagem, com garagem, podendo ser coletiva e/ou privativa para um ou mais automóveis.


Agora que já definimos o que é, vamos a algumas considerações, uma vez que o termo “motel” abrange desde os mais luxuosos e requintados até ordinários pulgueiros...
Presumindo que você não é um punheteiro inveterado e nem uma encalhada mal comida, e sim, alguém que utiliza os serviços oferecidos pelos estabelecimentos em questão para a prática sexual, seja ela com homem, mulher, ser ou entidade (imagino que a mocinha simpática da recepção não permitirá que você entre acompanhado de um dromedário, rinoceronte etc, por isso não citei rs). Definirei de uma forma clara, de acordo com minha insana experiência e considerações colhidas os tipos que Motel que você encontrará na maioria das cidades, que segue:

Motel de Luxo, VIP
Aqui você encontrará a mais variada gama de suítes temáticas e os melhores serviços oferecidos a quem busca conforto e estilo, afinal, nada mais exótico que abrir o teto do quarto e praticar sexo sob a luz das estrelas (elas dirão que é romântico...), além de um variado cardápio com iguarias da culinária mundial, sauna, piscina, hidromassagem, acessórios eróticos, e se bobear até um eunuco para te abanar, já incluso no valor do pacote...
Esse é o tipo de lugar que caso você seja um assalariado, você só irá no seu casamento, caso algum benevolente padrinho ou convidado arque com as despesas. É muito frequentado por pessoas providas de recursos financeiros e também por aqueles que tentam passar uma falsa impressão para a concubina preferida, uma vez que a esposa e a namorada, o canalha leva a outros estabelecimentos que serão citados abaixo.

Motel Coxinha
Esse é o motel definido como “bom”, não possui os requintes de um motel de VIP, geralmente o cardápio não é excepcional, possui hidromassagem, sauna, um frigobar razoavelmente abastecido. Motéis assim, ficam abaixo dos melhores classificados, mas por sua capacidade de atender e até enganar bem o cliente, são procurados geralmente por casais de namorados (casado você não vai em motel, você come o bagulho em casa mesmo). Esses estabelecimentos se valem de uma clientela bem variada.

Motel Meia Boca
Esse motel é tido como razoável ou ruim. Aqui tu não encotrará sauna, hidromassagem e em muitos casos, sequer frigobar. Caso queira alguma coisa, você terá que pedir através do interfone adaptado próximo da cama e algum funcionário irá levar o seu pedido e tocar aquela campainha escrota, que lembra um testemunha de Jeová batendo na sua porta num domingo de manhã. Esse motel é geralmente frequentado por aqueles que estão com pouco dinheiro, que saíram da balada e “descolaram uma transa”, por colegas de trabalho que vão dar uma “rapidinha”, aproveitando o horário do almoço na empresa. Eventualmente é utilizado por senhores que fazem uso do serviço de “acompanhantes” (aqueles carinhas que “comem as putas”) e querem levar a profissional favorita a um local não tão ruim.

Pulgueiro (não da pra chamar isso de Motel)
Este típico recinto é um motel de altíssima rotatividade, aqui não tem sauna, frigobar e nem hidromassagem. O lençol da cama serve como biombo se for colocado em pé, o chuveiro da choque, o ar condicionado se resume a um ventilador de teto faltando uma das pás, a porta não possui chaves (tem um trinco vagabundo no lugar da fechadura) e em alguns casos, tem até uma janela, sim é isso mesmo que você leu, o quarto da espelunca tem uma janela igual aquela que você tem em casa, com direito a grade e tudo mais. Não me peça para entender isso, até hoje não consegui.
O público alvo aqui são prostitutas de rua, travestis etc. Não se espante se na saída a recepcionista lhe entregar junto com o troco um cartão do motel escrito a data. Se você estiver junto com uma puta, dê o cartãozinho para ela, aquilo é como um “cartão fidelidade” do lugar, e quando a simpática meretriz consegue uma quantidade de cartões previamente acordada com o dono do lugar, a mesma troca por dinheiro, almoço, pernoite etc. 

Feitas as considerações, acredito que agora você pode escolher com mais critério, próxima vez que for efetuar um colóquio amoroso...

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Tragédia em 37 atos

Ele tinha paixão por feijão, mas ele lhe provocava muitos gases, criando 
situações embaraçosas sempre que o comia. 
Um dia ele conheceu uma garota e se apaixonou. 
Mas pensou: 
Ela nunca vai se casar comigo se eu continuar desse jeito. 
Então fez um sacrifício enorme e deixou de comer feijão. 
Pouco depois os dois se casaram. 
Passados alguns meses, quando ele voltava para casa, seu carro quebrou. Ele telefonou para a esposa e avisou que ia chegar mais tarde, pois voltaria a pé. 

No caminho de volta para casa, passou por um restaurante e o aroma 
maravilhoso do feijão lhe atingiu em cheio. 
Como ainda estava distante de casa, pensou que qualquer efeito negativo passaria antes de chegar. Então entrou e comeu três pratos fundos de feijão.. 

Durante todo o caminho, foi para casa peidando, feliz da vida, e quando chegou já se sentia bem melhor. 

A esposa o encontrou na porta e parecia bastante excitada. 

Ela disse: 

Querido, o jantar hoje é uma surpresa. Então ela lhe colocou uma venda nos olhos e o levou até a mesa, fazendo-o sentar-se na cabeceira. 

Nesse momento, aflito, ele pressentiu que havia um novo peido a caminho. 

Quando a esposa estava prestes a lhe remover a venda , o telefone tocou ela foi atender, mas antes o fez prometer que não tiraria a venda enquanto não voltasse. 

Ele, claro, aproveitou a oportunidade. E, assim que ficou sozinho, jogando seu peso para apenas uma perna, soltou um senhor peido. Não foi apenas 
alto, mas também longo e picotado. Parecia um ovo fritando. 

Com dificuldade para respirar, devido a venda apertada, ele tateou na mesa procurando um guardanapo e começou a abanar o ar em volta de si, para espantar o cheiro. 

Mas, logo em seguida, teve vontade de soltar outro.. 

Levantou a perna 

e... 

RRRRRRRRRRRROOOOOOOOOOOOUUUUUUUUUUMMMMMMM!!... 

Esse, então, soou como um motor a diesel pegando e cheirou ainda pior!... 

Esperando que o odor se dissipasse, ele voltou a sacudir os braços e o guardanapo, freneticamente, numa animada e ridícula coreografia. 
E quando pensou que tudo voltaria ao normal, lá veio a vontade outra vez. 

Como ouvia a mulher, lá dentro, continuando a falar no telefone, não teve dúvidas: jogou o peso sobre a outra perna e mandou ver. Desta vez  merecia medalha de ouro na categoria Enxofre puro, as janelas vibraram, a louça sacudiu, e em dez segundos as flores no vaso sobre a mesa estavam mortas. 

Ouvido atento a conversa da mulher no telefone, e mantendo a promessa de nãoo tirar a venda , continuou peidando e abanando os braços por mais uns três minutos. 

Quando ouviu a mulher se despedir no telefone, já estava totalmente 
aliviado. Colocou o guardanapo suavemente no colo, cruzou as mãos sobre ele e chegou a sorrir vitorioso, estampando no rosto a inocência de um anjo. 

Então a esposa voltou a sala, pedindo desculpas por ter demorado tanto ao telefone, e lhe perguntou se ele havia tirado a venda e olhado a mesa de jantar. 

Quando teve a certeza de que isso não havia acontecido, ela própria lhe removeu a venda e gritou: 

'SURPRESAAAA! ' 

'E ele, finalmente, deu de cara com os doze convidados sentados a mesa para comemorar seu aniversário...