terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Mitos e verdades sobre sexo

Tamanho é documento

Depende: De acordo com os especialistas, se o órgão sexual é muito pequeno ou muito grande, faz diferença. Segundo o diretor do Hospital CECMI, o urologista Arnaldo Cividanes, o tamanho médio do pênis do brasileiro é de 12 cm em estado flácido e de 15 cm a 20 cm ereto. “Muito abaixo de 15 cm pode gerar menos satisfação e muito acima dos 20 cm pode gerar desconforto”, comparou.

O ginecologista e sexólogo, chefe do setor de medicina sexual do hospital Mater Dei, Gerson Lopes, ressaltou que a relação sexual não se limita apenas ao encontro dos genitais e que a vagina tem capacidade de se adaptar ao tamanho do pênis. 


Dá para se chegar ao orgasmo com sexo anal

Verdade: “Em geral é difícil, porém em 30 anos de atendimento em sexologia, já ouvi relato de três mulheres que conseguiam orgasmo apenas pelo sexo anal e não pelo vaginal”, contou Lopes. De acordo com a coordenadora do programa de sexualidade na USP, Carmita Abdo, “algumas mulheres conseguem ter prazer orgástico com sexo anal, mas é mais comum com estimulação do clitóris”. “A maioria das mulheres que tem satisfação anal estão se masturbando também, estimulando o clitóris, ela ou o parceiro. Algumas podem ter orgasmo com o sexo anal apenas pelo movimento gerado na hora do ato”, complementou o ginecologista Eliano Pellini. 

Engolir esperma faz mal

Mito: O esperma é um conteúdo alcalino (não ácido) e não tem perigo em ser engolido, determinou Pellini. Assim como a mucosa da vagina, o estômago contém substâncias ácidas que balanceiam o líquido alcalino, explicou. “O esperma é formado de células, frutose e outras substâncias, portanto não haveria mal em ingeri-lo”, acrescentou Lopes. O urologista Cividanes lembrou, porém, que a ingestão pode fazer mal caso o parceiro esteja com alguma infecção genital. 

Ostras, amendoim e ovos de codorna aumentam a libido

Mito: Não existe qualquer ligação entre a ingestão destes alimentos e o aumento do desejo sexual, afirmaram os especialistas entrevistados pelo Terra. “São alimentos muito energéticos e calóricos, que acabaram ficando associados ao aumento do apetite”, esclareceu Carmita. Outra justificativa, segundo Pellini, é o formato destes alimentos, no caso da ostra, por exemplo, que pode se assemelhar ao órgão sexual feminino. “Romã, figo e maçã dão a sensação da genitália feminina, se cotadas ao meio”, disse o ginecologista. 

Sexo na água diminui a chance de engravidar

Mito: “Se o homem ejacular dentro da vagina, estar na água não evita gravidez”, disse Cividanes. “A água não vai entrar na vagina e matar os espermatozoides”, acrescentou. No entanto, caso o pênis saia da vagina no momento da ejaculação, o esperma pode ficar diluído com a água. 

Se masturbar demais pode deixar a mão peluda

Mito: “Coincidem na puberdade o aparecimento de pelos com a prática maior da masturbação”, disse o ginecologista e sexólogo Gerson Lopes, mas os dois acontecimentos não estão relacionados. “É um mito muito antigo que não procede”, completou Carmita. 

Tomar anticoncepcional diminui o desejo sexual

Verdade: Não é usual, mas “em alguns casos, sim. Fica na dependência do tipo de anticoncepcional e da individualidade”, disse Lopes. “Depende da composição da pílula, algumas podem conter doses hormonais que inibem o desejo sexual”, afirmou Carmita. Os medicamentos mais modernos, no entanto, têm doses muito pequenas de hormônio e interferem pouco na libido, de acordo com Cividanes. Apesar disso, a presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Febrasgo, Sylvia Maria da Cunha Cavalcanti, disse que: “existem estudos que apontam evidências que em algumas usuárias de anticoncepcional oral de baixa dosagem este efeito pode ser observado”. 

Sexo na gravidez machuca o bebê

Mito: “O bebê fica dentro de uma bolsa amniótica que o protege além do colo do útero”, disse Lopes. Segundo Cividanes, não há como machucar a criança durante o sexo a não ser com um trauma abdominal. “O homem não vai ficar com o peso sobre a mulher, é ideal tentar posições que não tenha muito contato com o abdômen dela”, alertou. Porém, após o oitavo mês de gravidez, o desconforto da mulher é muito grande e é preciso tomar cuidado com movimentos muito bruscos e tombos para não precipitar o trabalho de parto, segundo Carmita. “Em gravidez de risco, é preciso consultar o médico”, lembrou. 

É possível quebrar o pênis durante a relação

Verdade: O caso mais recente é o do lutador de MMA, Ray Elbe, que fraturou o pênis durante relação sexual com a parceira. “Existe uma posição particular responsável por 90% dos casos: o homem deitado e a mulher por cima dele virada na direção dos pés do homem”, disse o urologista membro da Sociedade Brasileira de Urologia, Adalberto Andriolo Jr. O pênis é formado por duas estruturas cavernosas, envolvidas por uma membrana elástica chamada albugínea, que se dilata de sangue durante a ereção. “Quando ocorre o rompimento dessas paredes, o sangue vaza para dentro do pênis, que fica com um tom arroxeado”, afirmou Cividanes. 

Filho pode ter problemas de saúde se os pais forem irmãos ou primos

Verdade: O urologista Cividanes explicou que a geração de um filho entre parentes de primeiro grau pode causar efeitos negativos de formação por “consanguinidade”, mas não é uma regra. “Não é uma combinação genética recomendada, entre pessoas da mesma família. Quanto mais diversificação dos genes houver, mais forte e saudável será a criança”, explicou Carmita. “Se existir alguma doença hereditária na família, a chance dela se repetir é maior”, complementou Sylvia. 
 

Fazer xixi depois da relação evita infecção urinária

Verdade: “Evitar ficar muito tempo com a urina retida é uma forma de diminuir a possibilidade de ter uma Infecção do Trato Urinário”, destacou Sylvia. “É muito importante que se faça esta limpeza mecânica da uretra, tanto para mulher como para o homem após o sexo”, aconselhou Cividanes. Durante a relação sexual, pode acontecer o acúmulo de germes na entrada da uretra que, se não forem eliminados, entrarão no canal e causarão infecção. Urinar e depois lavar a região é uma forma de prevenção, explicou. “Tenha sempre relação sexual com um pouco de urina na bexiga e vá ao banheiro logo depois. Ter relação sexual e dormir em seguida, sem fazer a higienização, potencializa os riscos de contaminação”, avisou o urologista. 

Sexo anal causa hemorroida

Mito: A prática não causa o inchaço das veias ao redor do ânus, mas pode acentuar um quadro já existente. De acordo com Cividanes, a penetração anal pode deixar o ânus mais “flácido”, mas não prejudica enquanto a esfíncter – musculatura que segura as fezes - estiver preservada. A hemorroida, segundo o urologista, é causada pelos hábitos da pessoa, por exemplo, alimentação inadequada que resseca as fezes e dificulta a evacuação. 

É possível engravidar sem penetração

Verdade: “Ao ejacular entre as coxas e a mulher estando fértil, o muco cervical pode facilitar a ascendência do espermatozoide”, disse Lopes. Carmita concordou: “é possível. Muitas vezes, quando o esperma está na borda da vagina, pode ser absorvido pelo tecido vaginal e subir o canal. É raro, mas a chance não é nula”. 

Lavar a vagina após a relação pode evitar gravidez

Verdade: Existe a possibilidade, mas não é garantida, segundo os especialistas. No passado, segundo Cividanes, as prostitutas usavam uma bombinha de borracha para lavar o canal vaginal. “Elas agachavam de cócoras, enchiam a perinha de água e borrifavam dentro da vagina. Assim ela consegue tirar os espermatozoides que estão no canal”, explicou o urologista. “Se a mulher termina a relação e corre para o chuveirinho, dilui o esperma”, confirmou Carmita. Mas o procedimento não tem alcance tão profundo, é o que afirmou Lopes: “os espermatozoides que vão ascender até a trompa para o encontro do óvulo não vão nem ‘escutar’ o barulho da água”. 

Sexo durante a menstruação não engravida

Mito: A maioria das mulheres tem chance zero de engravidar durante a menstruação, mas, apesar de difícil, pode ocorrer ovulação durante a menstruação, disse Cividanes. “O fato de a mulher ter menstruado há alguns dias significa que ela está em uma fase do ciclo onde a gravidez é improvável, mas se ela não for regulada pode ter ovulação durante a menstruação e engravidar”, explicou Carmita. Lopes lembrou ainda que há sangramentos confundidos com a menstruação. 

O quadril da mulher fica mais largo após a primeira relação sexual

Mito: O que acontece, na verdade, é que a mulher costuma ter a primeira relação sexual durante a “explosão” hormonal, quando seu corpo está formando curvas de uma estrutura adulta, explicou Carmita. “Nesta mudança de fase, existe mais depósito de gordura os seios e quadris. A menina fica com formas mais arredondadas”, completou. 

Ficar com as pernas pra cima após a relação pode ajudar a engravidar

Verdade: Pode facilitar a chegada dos espermatozoides ao colo do útero, segundo Cividanes. Não é uma regra, segundo Carmita, tudo vai depender da fertilidade feminina e da qualidade do esperma do parceiro. “Logicamente que, por outro lado, ela termina a relação sexual e para o chuveirinho pode atrapalhar o processo”, disse. A indicação médica é dada a pacientes muito agitadas e com facilidade em perder o sêmen depositado pelo homem por começarem outras atividades logo depois do coito, disse a médica. Sylvia lembrou que “alguns estereleutas (especialista que cuida da infertilidade humana) aconselham esta prática, mas não há evidências científicas”. Como dica para quem quer engravidar, Cividanes disse que além de a mulher permanecer tranquila após a ejaculação, o “homem não pode tirar o pênis rapidamente, pois fará uma espécie de sucção. Ele precisa esperar amolecer um pouco e tirar com calma”. 

Mãos e pés grandes tem relação com o tamanho do pênis

Mito: Não existe qualquer relação, segundo os especialistas, e está crença não passa de uma lenda. “Para as mãos e os pés existem genes independentes que os determinam, assim como para o pênis”, disse Lopes. 

Descendentes de negros têm pênis maiores e de japoneses, menores

Mito: Estatisticamente esta realidade é observada, mas não é uma regra, de acordo com os especialistas. “Isso se verifica, mas não significa que não podem existir homens na qualidade inversa. Pode existir um japonês com pênis bastante avantajado e um negro com o pênis pequeno”, esclareceu Carmita. Segundo ela, é uma característica racial e o termo “pequeno” é usado em relação ao tamanho avantajado, pois é dentro da normalidade. 

Mulheres sentem mais prazer quando estão menstruadas

Verdade: Não há comprovação científica, mas, de acordo com Carmita, elas se sentem mais seguras de não engravidar e ficam mais à vontade. Esta é a mesma conclusão, com base no relato de pacientes, do ginecologista Gerson Lopes. No entanto, “em termos fisiológicos, o momento de maior disposição para o sexo seria durante a ovulação, na metade do ciclo entre as duas menstruações”, completou Carmita. 

Mulheres ficam com desejo sexual com estimulantes sexuais

Mito: O medicamento não “cria” desejo ou apetite sexual, afirmaram os entrevistados. “Pode melhorar apenas a lubrificação e não a excitação mental”, definiu Lopes. “Ele (o medicamento) favorece as manifestações de excitação na mulher, a lubrificação e o relaxamento da musculatura da vagina, mas não é afrodisíaco”, complementou Carmita. 

Coito interrompido evita gravidez

Mito: O método é falho, definiram os especialistas. Carmita explicou que, por vezes, o homem não consegue de fato interromper a relação antes de uma pequena quantidade de esperma tenha sido ejaculada. Os espermatozoides colocados dentro da vagina podem provocar a gravidez. 

O ponto G realmente existe

Mito: “Não existe comprovação científica, nenhum estudo conseguiu provar de fato”, disse Sylvia. Segundo Carmita, é comprovada a existência de um ponto mais sensível na vagina da mulher, com localização diferente e individual. “Toda genitália tem um ponto onde convergem terminações nervosas e sensitivas e este local seria o de mais estímulo”, descreveu Carmita. A dica, segundo a ginecologista é que a mulher descubra região e conte ao parceiro. 

O orgasmo no clitóris e na vagina é o mesmo

Verdade: “O orgasmo é desencadeado no clitóris e sentido na vagina”, disse Sylvia. “Há um orgasmo único: central, onde o clitóris é importante como gatilho. Existem sim mulheres que conseguem orgasmo pelo coito, sem a necessidade de estímulo direto ao clitóris (oral, manual ou vibrador). Trata-se de uma minoria, 20%”, explicou Lopes. 

Toda mulher pode ter orgasmos múltiplos

Mito: “Não, apenas 10% das mulheres apresentam”, estimou Lopes. “Teoricamente toda mulher pode ter, embora na prática isso seja raro”, reforçou Sylvia. Carmita explicou que o tema é polêmico, pois enquanto algumas mulheres ao longo do ato sexual chegam ao clímax, outras acabam sentindo picos sucessivos de prazer, o que chamam de orgasmo múltiplo. 

A mulher pode ejacular

Verdade: “Algumas mulheres durante o orgasmo ejaculam, mas não há explicação científica para o fato”, afirmou Lopes. Carmita costuma escutar relatos de pacientes que têm perda significativa de líquido quando estão excitadas e chegam ao clímax. “Isso ocorre em 10% das mulheres”, estimou. 

A mulher atinge o orgasmo mais facilmente quando está por cima

Verdade: Isso acontece, pois o clitóris é mais estimulado nesta posição, segundo Lopes. No entanto, a posição não é unânime, o que importa, de acordo com Carmita, é o estimulo do clitóris, “que ele esteja roçando em alguma parte do corpo do parceiro enquanto ocorre a penetração”, esclareceu. 

Chegar ao orgasmo durante a relação aumenta as chances de engravidar de menino

Mito: Não existe prova de relação entre o clímax e o sexo do bebê, segundo os especialistas. “O PH da vagina estaria mais ligado aos espermatozoides XY ou XX chegarem aos óvulos. Existem outros fatores como o dia da relação e o perfil do sêmen que também interferem”, explicou Carmita. 

O homem pode chegar ao orgasmo sem ejacular

Verdade: “No tantrismo, o homem aprende a gozar sem ejacular. Existem também homens com distúrbios ejaculatórios que apresentam orgasmo sem exteriorizar a ejaculação”, justificou Lopes. Outro caso é quando o homem tirou a próstata: “ele mantém a capacidade de chegar ao orgasmo, mas não ejacula mais”, disse Carmita. 

Fonte: http://www.terra.com.br

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